Unshittification: o movimento que prioriza o usuário
Você já teve a sensação de que alguns serviços são extremamente essenciais na sua vida e ao mesmo tempo não são bons como eram antigamente?
Hoje em dia, dificilmente vemos alguém que não seja assinante de alguma plataforma de streaming ou que nunca tenha se deslocado com um carro de aplicativo.
Apesar disso, pode-se dizer que é senso comum que estes serviços perderam muita qualidade ao longo dos anos, e isso inclusive possui um nome: enshittification.
Este é o termo usado para definir esta constante reclamação de que todos os serviços estão cada vez piores e de que não há uma luz no fim do túnel, pelo menos não havia.
O enshittification tomou proporções tão grandes que deu vida a um movimento contrário: a unshittification.
Este movimento surge com a premissa de combater esta precarização de serviços pelo foco em lucro, valorizando mais a experiência do usuário e desintoxicando o mercado.
Neste artigo, explicaremos tudo sobre o conceito de unshittfication, desde como surgiu até tendências para o futuro. Veja mais a seguir.
O diagnóstico: a armadilha do "Jardim Murado"
A unshittification surgiu como uma tentativa de cura para um diagnóstico claro: o do aprisionamento.
Quando um novo serviço é criado, ele surge com a premissa de resolver um problema da população de forma prática e benéfica.
Por exemplo, a Netflix como conhecemos nasceu como um combate às locadoras antigas.
O problema era claro: sair de casa ou pedir um delivery para alugar um DvD e depois ter que devolvê-lo em x dias.
A solução? Juntar diversos títulos em um único hub por assinatura para você assistir de onde e quando quiser.
Resultado? Milhões e milhões de assinantes e uma influência gigantesca no mercado de filmes e séries.
A Netflix não bombou apenas porque a ideia era boa, mas porque o serviço colocava o usuário em primeiro lugar, com ótimos preços e valorizando a experiência dos seus clientes.
Antigamente, uma das principais propagandas da empresa era a possibilidade de múltiplas telas simultâneas em uma única assinatura.
Hoje em dia, isso não só se tornou um upgrade de plano como também deixou de ser o maior problema.
Os planos básicos da gigante do streaming contam com anúncios.
Isso se dá porque a marca já conseguiu te atrair e te prender, tornando seu serviço indispensável e a competição injusta, controlando seu desejo e o mercado, o que a dá “direito” de precarizar o serviço.
Esta prática é justamente o que a unshittification busca combater.
Unshittification como resposta do mercado
Muitas empresas construíram um legado através de serviços de qualidade e que prezavam pela experiência do usuário.
Isso deixou estas organizações em uma posição confortável, onde os clientes criaram uma dependência sobre o serviço, ou seja, não importa muito o que as empresas fizessem que a base de usuários permaneceria.
A unshitiffication nasce como uma inflexão estratégica, mudando o mercado para que ele foque mais em qualidade e significado do que na monetização a qualquer custo.
Apesar de não ser um movimento centrado, muitos usuários passaram a aderir este métodos sem nem perceberem, pressionando cada vez mais as plataformas a voltarem para o estado que as colocaram neste patamar.
Princípios centrais da unshittification
O conceito da unshittification é construído com alguns pilares essenciais, que vão desde a estratégia de campanha até o design de conteúdo.
Tudo deve estar voltado à valorização do usuário, colocando-o como epicentro do seu negócio.
Os pilares da unshittification são:
Prioridade absoluta ao usuário
Por mais que a receita seja o que a mantém empresas em pé, sem clientes é impossível obter lucro.
Isso significa que as decisões devem ser pautadas na experiência dos consumidores, pois uma coisa leva à outra, especialmente com a crescente da unshittification.
Transparência e honestidade
As conexões humanas são baseadas em confiança e, para isso, é preciso ter transparência, pois se não, nos sentiremos enganados.
Uma empresa que realmente valoriza seus clientes é aquela que não esconde seus métodos, como preços, políticas, dados e limitações do serviço.
Simplicidade e usabilidade
Além dos pontos que estão por trás do conteúdo, o próprio conteúdo deve priorizar o usuário.
Isso significa investir em UX, mantendo uma interface limpa e intuitiva, onde quem usa não se sente bombardeado de anúncios sobre um produto ou serviço.
Direito ao reparo e propriedade
A unshittification também reflete em hardwares e outros dispositivos.
Uma prática comum do mercado é a obsolescência programada, onde dispositivos são lançados já com data limite de uso.
Por mais que sua carcaça esteja em perfeito estado, suas atualizações são interrompidas e aplicativos deixam de funcionar, o que obriga usuários a comprarem novos.
A autonomia de consertar e modificar preserva a autoridade do usuário sobre o produto que ele comprou.
Exemplos práticos de unshittification
Por mais que a unshittification seja um conceito que nasceu para combater a precarização de serviços de grandes marcas, é possível aplicar algumas estratégias no seu negócio.
A valorização do usuário é essencial independente da escala e, aplicar estas práticas não só atrairá novos clientes, como também ajudará a reter os já existentes.
Alguns exemplos práticos de unshittification que você pode adotar são:
Simplificar planos e preços: reduzir opções confusas, eliminar taxas ocultas e deixar os valores claros desde o primeiro contato.
Diminuir fricções no uso: encurtar formulários, facilitar cadastros e tornar fluxos mais intuitivos.
Reduzir interrupções desnecessárias: limitar pop-ups, notificações e mensagens invasivas durante a navegação.
Melhorar transparência: explicar regras, prazos, políticas e limitações de forma clara e acessível.
Ouvir e agir sobre feedbacks: criar canais reais de escuta e transformar sugestões em melhorias visíveis.
Respeitar o tempo do usuário: acelerar carregamentos, facilitar cancelamentos e evitar processos burocráticos.
Entregar mais valor antes de vender: oferecer conteúdos, testes ou demonstrações úteis antes de qualquer tentativa comercial.
A mudança cultural: tendências para o futuro
A unshittification parece ser um conceito que veio para reformular o mercado e ditar novas tendências para o futuro.
Os usuários estão cada vez mais priorizando autenticidade, propósito e conexão humana real, deixando de lado conteúdos superotimizados.
Estes clientes estão cada vez mais críticos, informados e intolerantes à experiências ruins, e empresas que não levarem isso em consideração largarão atrás nesta nova corrida.
Unshittification como estratégia para experiências digitais melhores
Muitas marcas ganharam destaque no mercado pela inovação de seus serviços e pela ótima experiência que proporcionavam.
Isso criou uma dependência por parte dos usuários que deixou estas empresas em uma posição confortável de deixar um pouco os investimentos voltados à experiência de lado e focar mais no lucro.
Esta prática criou um novo conceito dentro do marketing digital: a unshittification.
Mesmo não sendo um movimento centrado, este conceito começou a ditar novas práticas no mercado, com usuários cada vez mais priorizando conexões reais e realizando boicotes às empresas que não atendem suas demandas.
Este é um movimento voltado a acabar com práticas abusivas e controladoras adotadas por grandes marcas, mas isso não significa que você não pode aplicar o conceito no seu negócio.
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Mesmo sendo um conceito novo, a Quality SMI já está atenta e pronta para aplicar no seu negócio.
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FAQ
1. O que é unshittification?
Unshittification é um movimento que busca combater a degradação dos serviços digitais, priorizando a experiência, a transparência e o respeito ao usuário.
2. Por que os serviços pioram ao longo do tempo?
Porque muitas plataformas, após conquistarem grandes bases de usuários, passam a priorizar monetização excessiva em detrimento da qualidade.
3. A unshittification é aplicável apenas a grandes empresas?
Não. Pequenos e médios negócios também podem aplicar seus princípios para melhorar a experiência, aumentar retenção e fortalecer a marca.
4. Quais áreas do negócio são impactadas pela unshittification?
Produto, marketing, atendimento, design, tecnologia, precificação e relacionamento com o cliente.
5. Como começar a aplicar a unshittification?
Mapear a jornada do usuário, eliminar fricções, aumentar transparência e alinhar decisões ao valor real entregue ao cliente.

